Abaixo-Assinado pela criação do Parque Nacional da Serra da Gandarela
Namastê, caros amigos e leitores.
É com muita satisfação que retorno ao Jornal O Rebate.
Aos que gostam de mim, trago boas novas! Após duas tentativas sem sucesso, consegui ingressar na universidade, conquistando o 11º lugar do curso de Licenciatura em História, na UFMG. O curso começa no segundo semestre e é possível que, a partir de então, eu não tenha muito tempo livre.
Muito mais do que dividir com vocês minha alegria por minha conquista pessoal, venho pedir a sensibilidade e o apoio de todos nesta causa que é mais do que justa!
A companhia mineradora Vale pretende explorar a Serra da Gandarela, na região metropolitana de Belo Horizonte - MG. A serra está localizada nos municípios de Caeté, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Rio Acima, Itabirito e Raposos. A região é um dos últimos resquícios de vegetação nativa do que sobrou do Quadrilátero Ferrífero, região que é degradada desde as explorações de meados do século XVII, na corrida pelo ouro, nas Minas Gerais. A região faz parte da Reserva da Biosfera do Espinhaço e apresenta alguns dos habitats mais significativos de toda a cadeia, se destacando pelo enorme potencial hídrico, com grande número de rios, cachoeiras e aqüíferos subterrâneos, pela grande quantidade e variedade de orquídeas e por ser lar de várias espécies que estão em vias de extinção, como a onça pintada e o lobo-guará.
UM POUCO MAIS SOBRE A SERRA DA GANDARELA
Fazendo uma curva de mais de 180 graus, as cristas da serra são os vértices de um dos mais importantes sinclinais da região central de Minas Gerais e da Área de Proteção Ambiental Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte (APA-SUL RMBH), criada para preservar a biodiversidade e os mananciais que abastecem toda a região. Os campos rupestres sobre cangas são os mais preservados de toda a região, constituindo a principal área de recarga do Sinclinal Gandarela, a abastecer vários córregos e ribeirões, de classes Especial e 1, das bacias dos rios Piracicaba/Doce e Velhas/São Francisco – este último, à montante da principal captação para o abastecimento público da RMBH.
Além de divisor das bacias hidrográficas dos rios Doce/Piracicaba e São Francisco/Rio das Velhas, o Gandarela forma um corredor ecológico natural com o Caraça, unindo as duas bacias.
Podemos considerar a região do Gandarela como a área mais extensa com tal diversidade de características e que ainda não apresenta a exploração maciça de seus recursos minerais e a interferência urbana. A Mata Atlântica, no interior e nas vertentes exteriores da serra, é a maior e mais preservada de toda a região. Juntamente com os campos rupestres e os campos de altitude, guarda uma rica diversidade de flora e fauna, que abriga espécies endêmicas e em extinção, além de uma das maiores geodiversidades da região do Quadrilátero Ferrífero. Mais de 50 cavernas já foram cadastradas e um sítio Paleontológico de grande importância (constituído de depósitos sedimentares da idade terciária, ocorrência única de três unidades continentais empilhadas, do Eoceno Superior, Oligoceno e Mioceno Inferior).
Trata-se finalmente de uma área mediterrânea entre referências fundamentais da topografia regional (Serra do Caraça, Serra da Piedade, Pico do Itacolomi e Pico do Itabirito) e da porção Leste do Quadrilátero, possivelmente a mais pujante do conjunto dos povoamentos originários do Ciclo do Ouro na região.
Diante da importância da área acima exposta e o apoio das comunidades do entorno e da região metropolitana, solicitamos a criação do Parque Nacional da Serra da Gandarela para preservação ambiental e alternativa de desenvolvimento turistico e cultural da região.
Um movimento importante para tentar conter o avanço das mineradoras nesta região é o ‘Abaixo-Assinado pela criação do Parque Nacional da Serra da Gandarela’. Clique e deixe sua assinatura, e mostre que você também exige a preservação desta área. Clicando na imagem, você visualiza o banner do movimento em tamanho real.

Um ditado popular brasileiro fala sobre o poder dá fé, e apregoa que "A fé move montanhas". É bem verdade que esta energia, que algumas religiões chamam de fé, é capaz de realizar obras monumentais, entretanto, a geografia brasileira nunca registrou nenhuma montanha que tenha sido movida pela fé. Já as mineradoras, estas movem e removem nossas montanhas, deixando um rastro perpétuo de destruição.
Não podemos permitir que a obsessão por dinheiro destrua por completo o pouco que ainda resta de vida selvagem. Os efeitos desta destruição a médio e longo prazo são incalculáveis! Assine! A biodiversidade e as próximas gerações agradecem!
Entidades apoiadoras desta solicitação:
* Jornal O Rebate
* Associação de Artesões e Artistas de Caeté
* Associação do Bairro Matadouro - Raposos
* Associação Brasileira das Vítimas de Danos Causados pela Mineração ABRAVIM
* ASCAR – Associação de Catadores de Recicláveis de Raposos
* Associação Comunitária Nossa Senhora da Piedade
* Associação Comunitária Quintas da Serra - Caeté
* Arca amaserra
* Articulação Popular do São Francisco
* CONLUTAS/MG
* Diretório Central dos Estudantes - UFMG
* Entidade Nacional dos Estudantes de Biologia – GTP Meio Ambiente
* Instituto Guaicuy - SOS Rio das Velhas
* Instituto de Estudos Pró-Cidadania – PRÓ-CITTÁ
* Movimento Artístico Cultural e Ambiental de Caeté – MACACA
* Movimento pelas Serras e Águas de Minas
* OSIPE Conexão Cidadã
* ONG Amigos da Natureza
* FUNDEVALE
* Instituto Biotrópicos de Pesquisa em vida Selvagem
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Sintam-se à vontade para registrar suas sinceras opiniões. Critiquem, congratulem, concordem ou não, o espaço também é de vocês. Caso queiram receber um boletim anunciando a atualização da minha coluna no Jornal O Rebate, deixe um comentário com seu endereço eletrônico.
Muita luz para todos vocês!
Om Shanti!
Belo Horizonte, sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010.
É com muita satisfação que retorno ao Jornal O Rebate.
Aos que gostam de mim, trago boas novas! Após duas tentativas sem sucesso, consegui ingressar na universidade, conquistando o 11º lugar do curso de Licenciatura em História, na UFMG. O curso começa no segundo semestre e é possível que, a partir de então, eu não tenha muito tempo livre.
Muito mais do que dividir com vocês minha alegria por minha conquista pessoal, venho pedir a sensibilidade e o apoio de todos nesta causa que é mais do que justa!
A companhia mineradora Vale pretende explorar a Serra da Gandarela, na região metropolitana de Belo Horizonte - MG. A serra está localizada nos municípios de Caeté, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Rio Acima, Itabirito e Raposos. A região é um dos últimos resquícios de vegetação nativa do que sobrou do Quadrilátero Ferrífero, região que é degradada desde as explorações de meados do século XVII, na corrida pelo ouro, nas Minas Gerais. A região faz parte da Reserva da Biosfera do Espinhaço e apresenta alguns dos habitats mais significativos de toda a cadeia, se destacando pelo enorme potencial hídrico, com grande número de rios, cachoeiras e aqüíferos subterrâneos, pela grande quantidade e variedade de orquídeas e por ser lar de várias espécies que estão em vias de extinção, como a onça pintada e o lobo-guará.
UM POUCO MAIS SOBRE A SERRA DA GANDARELA
Fazendo uma curva de mais de 180 graus, as cristas da serra são os vértices de um dos mais importantes sinclinais da região central de Minas Gerais e da Área de Proteção Ambiental Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte (APA-SUL RMBH), criada para preservar a biodiversidade e os mananciais que abastecem toda a região. Os campos rupestres sobre cangas são os mais preservados de toda a região, constituindo a principal área de recarga do Sinclinal Gandarela, a abastecer vários córregos e ribeirões, de classes Especial e 1, das bacias dos rios Piracicaba/Doce e Velhas/São Francisco – este último, à montante da principal captação para o abastecimento público da RMBH.
Além de divisor das bacias hidrográficas dos rios Doce/Piracicaba e São Francisco/Rio das Velhas, o Gandarela forma um corredor ecológico natural com o Caraça, unindo as duas bacias.
Podemos considerar a região do Gandarela como a área mais extensa com tal diversidade de características e que ainda não apresenta a exploração maciça de seus recursos minerais e a interferência urbana. A Mata Atlântica, no interior e nas vertentes exteriores da serra, é a maior e mais preservada de toda a região. Juntamente com os campos rupestres e os campos de altitude, guarda uma rica diversidade de flora e fauna, que abriga espécies endêmicas e em extinção, além de uma das maiores geodiversidades da região do Quadrilátero Ferrífero. Mais de 50 cavernas já foram cadastradas e um sítio Paleontológico de grande importância (constituído de depósitos sedimentares da idade terciária, ocorrência única de três unidades continentais empilhadas, do Eoceno Superior, Oligoceno e Mioceno Inferior).
Trata-se finalmente de uma área mediterrânea entre referências fundamentais da topografia regional (Serra do Caraça, Serra da Piedade, Pico do Itacolomi e Pico do Itabirito) e da porção Leste do Quadrilátero, possivelmente a mais pujante do conjunto dos povoamentos originários do Ciclo do Ouro na região.
Diante da importância da área acima exposta e o apoio das comunidades do entorno e da região metropolitana, solicitamos a criação do Parque Nacional da Serra da Gandarela para preservação ambiental e alternativa de desenvolvimento turistico e cultural da região.
Um movimento importante para tentar conter o avanço das mineradoras nesta região é o ‘Abaixo-Assinado pela criação do Parque Nacional da Serra da Gandarela’. Clique e deixe sua assinatura, e mostre que você também exige a preservação desta área. Clicando na imagem, você visualiza o banner do movimento em tamanho real.

Um ditado popular brasileiro fala sobre o poder dá fé, e apregoa que "A fé move montanhas". É bem verdade que esta energia, que algumas religiões chamam de fé, é capaz de realizar obras monumentais, entretanto, a geografia brasileira nunca registrou nenhuma montanha que tenha sido movida pela fé. Já as mineradoras, estas movem e removem nossas montanhas, deixando um rastro perpétuo de destruição.
Não podemos permitir que a obsessão por dinheiro destrua por completo o pouco que ainda resta de vida selvagem. Os efeitos desta destruição a médio e longo prazo são incalculáveis! Assine! A biodiversidade e as próximas gerações agradecem!
Entidades apoiadoras desta solicitação:
* Jornal O Rebate
* Associação de Artesões e Artistas de Caeté
* Associação do Bairro Matadouro - Raposos
* Associação Brasileira das Vítimas de Danos Causados pela Mineração ABRAVIM
* ASCAR – Associação de Catadores de Recicláveis de Raposos
* Associação Comunitária Nossa Senhora da Piedade
* Associação Comunitária Quintas da Serra - Caeté
* Arca amaserra
* Articulação Popular do São Francisco
* CONLUTAS/MG
* Diretório Central dos Estudantes - UFMG
* Entidade Nacional dos Estudantes de Biologia – GTP Meio Ambiente
* Instituto Guaicuy - SOS Rio das Velhas
* Instituto de Estudos Pró-Cidadania – PRÓ-CITTÁ
* Movimento Artístico Cultural e Ambiental de Caeté – MACACA
* Movimento pelas Serras e Águas de Minas
* OSIPE Conexão Cidadã
* ONG Amigos da Natureza
* FUNDEVALE
* Instituto Biotrópicos de Pesquisa em vida Selvagem
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Sintam-se à vontade para registrar suas sinceras opiniões. Critiquem, congratulem, concordem ou não, o espaço também é de vocês. Caso queiram receber um boletim anunciando a atualização da minha coluna no Jornal O Rebate, deixe um comentário com seu endereço eletrônico.
Muita luz para todos vocês!
Om Shanti!
Belo Horizonte, sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010.

7 Comentários:
Muito bom texto, é bom ter pessoas que ainda se preocupam com a intergridade do planeta em que vivemos.
Por
Renan Pagliaminuta, Ã s 19/02/10 19:28
Betto fico muito bom o texto e parabéns por ter passado na UFMG,
e já deixei minha assinatura la e qualquer projeto em defesa do meio ambiente sempre estarei participando e ajudando em que eu puder parabéns mais uma vez.
abrasso.
Por
Diego Silva, Ã s 20/02/10 03:23
Fala betto,
estou de total apoio a proteção da serra da gandarela, não vamos deixar que capitalistas estraguem nosso bem mais precioso.
abraçossss
Por
Bruno, Ã s 21/02/10 12:12
muito bom o texto, e parabens por ter passado na UFMG se deus quiser ano que vem estou lá também. e dou total apoio com relaçao a qualeur projeto precisando de ajuda, irei fazer o que for preciso.
forte abraço
Por
Mateus, Ã s 21/02/10 23:59
A causa é nobre e o apoio é necessário. Está assinado!
Por
Felipe Augusto, Ã s 22/02/10 18:12
Este comentário foi removido pelo autor.
Por
Joyce, Ã s 27/03/10 14:42
Betto parabèns miguxoo!! Eu sou sua forte aliada a divulgação de como estão administrando nossa terra.. E vai ai uma dica para o próximo tema: Amazônia e o MP 458, que determina regras para a regulamentação da posse de terras na região da Amazônia. Valeeuuu!!!! bjos
Por
Joyce, Ã s 27/03/10 14:43
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